Pesquisa Qualitativa – Principais Metodologias

Pesquisa Qualitativa – Principais Metodologias

  • Entrevistas em profundidade individuais em sala de espelho, em domicílio e em ponto de venda com simulação de compra – shop along.

  • Discussões em grupo em sala de espelho: pareadas (2 participantes), tríades (3 participantes), quads (4 participantes), mini grupos (5 a 6 pessoas em sala) e grupos regulares (7 a 8 pessoas em sala).

  • Pesquisa etnográfica: um mergulho na realidade do público alvo.

  • Workshops criativos com consumidores, formadores de opinião, time de marketing e agência.

  • Pre e Post tasks: atividades/ tarefas adicionais às metodologias acima para aprofundar conhecimento em diversas áreas – perfil e estilo de vida, hábitos de consumo, referências de categorias, percepções em relação a um determinado tema, demandas não atendidas.

Cada vez mais as ferramentas digitais ganham espaço na pesquisa qualitativa tradicional, especialmente no diálogo com a geração Y (e com as próximas gerações), mas não somente. Entretanto, as ferramentas digitais não podem ser vistas como substitutos da pesquisa qualitativa tradicional, porque não entregam de maneira eficiente elementos fundamentais de um estudo qualitativo:

  • A espontaneidade: a interação humana cara a cara foi, e sempre será, mais rica e reveladora para quem participa (consumidor), para quem acompanha (cliente) e para quem aplica a pesquisa (profissionais de pesquisa).

  • A profundidade: as ferramentas digitais, por seu caráter lúdico, dispersivo e de entretenimento, constituem caminhos mais limitados para explorar camadas mentais profundas do consumidor.

Há percepções, respostas e insights criativos que só despontam:

  • No olho no olho.

  • Na resposta espontânea, na reação imediata.

  • No calor do debate.

  • No confrontamento de posições no momento exato em que são colocadas e defendidas.

  • Na interpretação dos titubeios, dos silêncios e das contradições.

  • Na observação da linguagem corporal.

  • No sentir na pele a vida e a realidade de quem se pesquisa.

Estas características são preciosidades da pesquisa qualitativa tradicional: é o mergulho no que é real que a torna tão fascinante, envolvente e estimulante.

Do ponto de vista qualitativo, cuja essência está no mundo dos sentimentos, das sensações, das emoções, das novas ideias e conexões, entender um tema através da experiência física, escutando pessoas, observando comportamentos, estranhando e conhecendo ambientes, deixando-se perturbar pelo mundo do outro, é infinitamente mais revelador e mágico.